quinta-feira, 10 de abril de 2008

VIII FESTA NACIONAL DO ÍNDIO


Quem participar da VIII Festa Nacional do Índio entre 17 e 20 de abril deste ano terá muitas surpresas como a oportunidade de poder conhecer grupos indígenas de regiões distantes, alguns totalmente desconhecidos, que participarão pela primeira vez do evento.
Entre eles, os Yanomami, Wapixana, Macuxi e Ye´Kuana, de Roraima, além de duas etnias do Acre como Yawanawá e os Ashaninka, descendentes da população Inca, no Peru.

Além desses grupos, a Festa Nacional do Índio mostrará ao público a rica diversidade cultural de povos como os Bororo, Xavante, Paresi, de Mato Grosso, e do mesmo estado as etnias Kalapalo, Kuikuro e Yawalapiti, que habitam o Parque Nacional do Xingu.

De Tocantins, Bertioga receberá os Karajá e os Gaviões Kyikategê, do Pará que serão recepcionados pelos anfitriões da festa, os guarani representados pelos índios da Reserva Indígena do Rio Silveira, localizada em Boracéia, divisa entre Bertioga e São Sebastião.

Com as novas etnias que chegam mostrando seus aspectos culturais, tradições religiosas, atividades esportivas, culinária, artesanato, pinturas corporais, Bertioga será transformada novamente na Capital Nacional do Índio reunindo cerca de 800 integrantes de 15 etnias confirmadas.

Entre os números que a festa apresenta, um dado interessante é a distância que será percorrida por todos os grupos entre a ida e volta totalizando 94.792 quilômetros, ou seja “ mais do que duas vezes a volta ao mundo pela linha do Equador”, segundo o secretário de Turismo. Ele também anunciou novidades como melhor infra-estrutura da festa que ocupará uma área total de 14 mil m², incluindo cerca de 4 mil m² de área coberta entre o Pavilhão de Exposições, espaço do talk show, local para imprensa, atendimento médico, concentração dos índios para apresentações.
Somente para o Pavilhão do Artesanato serão 2 mil m² de área acoberta ( 20 metros de largura por 100 metros de comprimento) na Praça de Eventos para exposição dos mais incríveis e variados artigos e artefatos indígenas. Já a arena principal, montada na praia da Enseada, terá capacidade para cerca de 10 mil pessoas em 290 metros lineares de arquibancada para receber o público nas apresentações noturnas de sexta a domingo (18 a 20).


Apresentações

Outra novidade este ano é a participação das etnias com apresentações como danças, rituais, esportes, pintura corporal, culinária e bate-papo com o público no espaço do talk show a partir da quinta-feira (17), às 10 horas, quando será aberta também a Feira de Artesanato. Os eventos acontecerão todos os dias, nesse período entre 10h e18 horas, atendendo aos pedidos feitos por excursões de escolas e universidades que muitas vezes não podem ficar para as apresentações noturnas. Outro objetivo é garantir que todos os visitantes possam ter contato direto com as mais diferentes etnias, uma vez que a arena central nem sempre comporta o movimento, principalmente na abertura oficial do evento que será na sexta-feira (18), às 20h30, com desfile das delegações, show pirotécnico, início das apresentações e a presença de autoridades. Para a edição deste evento também estão programadas mais apresentações esportivas e um ritual dos povos do Parque Nacional do Xingu que nunca foi mostrado fora das aldeias.

Trata-se do Jawary, uma encenação de guerra, uma espécie de treinamento dos índios com a preparação para confrontos como ocorria no passado e hoje é apresentado apenas como preservação da cultura. Essas são apenas algumas das novidades da festa criada em 2001, como proposta de resgatar as tradições dos povos indígenas e enaltecer também a importância de Bertioga na história nacional como primeiro povoado de apoio para a Colonização do Brasil. Considerada o maior evento cultural indígena do mundo, a festa se projetou e também se transformou na maior troca de experiências e confraternização entre os próprios povos indígenas e com a população não-índia que passou a conhecer e valorizar a rica diversidade cultural das inúmeras etnias espalhadas pelo Brasil.

== ETNIAS PARTICIPANTES ==

- ASHANINKA (AC)
Os Ashaninka constituem, sem dúvida, um dos povos indígenas mais numerosos da floresta tropical da América do Sul. São encontrados em inúmeros rios da selva amazônica.





- BORORO (MT)
Conhecidos como Bororo Oriental, Orarimogodógu, Coroados ou Parrudos, habitam o Estado de Mato Grosso. Praticam os rituais da Furação da Orelha.





- GAVIÃO (PA)
Habitam as terras indígenas Kanela - Buriti Velho, no Maranhão, demarcadas, registradas e homologadas. Se autodenominam Apâniekra ou Rramkókamekra.




- GUARANI (SP)
Um dos mais populosos do Brasil, o povo guarani também foi um dos primeiros a ter contato com os portugueses resistindo a qualquer imposição em sua cultura. São cerca de 27 mil indígenas que vivem em aldeias distribuídas pelos estados de Mato Grosso, São Paulo, Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pará e também são encontrados no Paraguai e Argentina.


- KALAPALO (MT)
Os índio Kalapalo, vivem no Parque Indígena do Xingu, no Estado do Mato Grosso. Eles classificam seus rituais públicos em dois tipos: egitsu e undufe.




- KARAJÁ (TO)
Habitam a Terra Indígena do Parque do Araguaia, na Ilha do Bananal, em Tocantins. Uma de suas características é a diferenciação entre a fala das mulheres, crianças e dos homens.



- KUIKURO (MT)
É considerado o povo com a maior população no Alto Xingu. Vive na região sul da Terra Indígena do Parque Nacional do Xingu, perto do Posto Leonardo, proximidades do município de Querência, no Mato Grosso.



- MACUXI (RR)
Os Macuxis vivem no extremo norte de Roraima e na Guiana. Sendo cerca de 19 no Brasil e 9,5 mil na Guiana Francesa.




- PARESI HALITI (MT)
O povo Paresi vive na região do Médio – Norte do Mato Grosso, Chapada dos Paresis. Trata-se de um território de matas, campos, cerrados, montanhas e planaltos em uma área de estratégica localização geográfica assentada nos divisores das Bacias do Rio da Prata e do Amazonas.


- YANOMAMI (RR)
Os Yanomami formam uma sociedade de caçadores-agricultores da floresta tropical do norte da Amazônia cujo contato com a sociedade nacional é, na maior parte do seu território.


- YAWANAWA (AC)
Habitam a parte sul da TI Rio Gregório. Essa terra indígena, localizada no município de Tarauacá, foi a primeira a ser demarcada no Acre, e ocupa a cabeceira deste afluente do Juruá.



- YÉ KUANA (RR)
Os índio Ye´Kuana vivem no noroeste do Estado de Roraima e na Venezuela. Eles são agricultores, coletores e praticam a caça e a pesca, possuem ainda pequenos animais domésticos, especialmente cães e aves.



- XAVANTE (MT)
A população Xavante é oriunda da Serra do Roncador, em Mato Grosso, e vive em seis reservas demarcadas no Leste Mato-Grossense e na Zona Norte Oriental do Planalto do Brasil Central.



NÃO DEIXE DE COMPARECER A ESSA FESTA MARAVILHOSA.



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