quinta-feira, 10 de abril de 2008

VIII FESTA NACIONAL DO ÍNDIO


Quem participar da VIII Festa Nacional do Índio entre 17 e 20 de abril deste ano terá muitas surpresas como a oportunidade de poder conhecer grupos indígenas de regiões distantes, alguns totalmente desconhecidos, que participarão pela primeira vez do evento.
Entre eles, os Yanomami, Wapixana, Macuxi e Ye´Kuana, de Roraima, além de duas etnias do Acre como Yawanawá e os Ashaninka, descendentes da população Inca, no Peru.

Além desses grupos, a Festa Nacional do Índio mostrará ao público a rica diversidade cultural de povos como os Bororo, Xavante, Paresi, de Mato Grosso, e do mesmo estado as etnias Kalapalo, Kuikuro e Yawalapiti, que habitam o Parque Nacional do Xingu.

De Tocantins, Bertioga receberá os Karajá e os Gaviões Kyikategê, do Pará que serão recepcionados pelos anfitriões da festa, os guarani representados pelos índios da Reserva Indígena do Rio Silveira, localizada em Boracéia, divisa entre Bertioga e São Sebastião.

Com as novas etnias que chegam mostrando seus aspectos culturais, tradições religiosas, atividades esportivas, culinária, artesanato, pinturas corporais, Bertioga será transformada novamente na Capital Nacional do Índio reunindo cerca de 800 integrantes de 15 etnias confirmadas.

Entre os números que a festa apresenta, um dado interessante é a distância que será percorrida por todos os grupos entre a ida e volta totalizando 94.792 quilômetros, ou seja “ mais do que duas vezes a volta ao mundo pela linha do Equador”, segundo o secretário de Turismo. Ele também anunciou novidades como melhor infra-estrutura da festa que ocupará uma área total de 14 mil m², incluindo cerca de 4 mil m² de área coberta entre o Pavilhão de Exposições, espaço do talk show, local para imprensa, atendimento médico, concentração dos índios para apresentações.
Somente para o Pavilhão do Artesanato serão 2 mil m² de área acoberta ( 20 metros de largura por 100 metros de comprimento) na Praça de Eventos para exposição dos mais incríveis e variados artigos e artefatos indígenas. Já a arena principal, montada na praia da Enseada, terá capacidade para cerca de 10 mil pessoas em 290 metros lineares de arquibancada para receber o público nas apresentações noturnas de sexta a domingo (18 a 20).


Apresentações

Outra novidade este ano é a participação das etnias com apresentações como danças, rituais, esportes, pintura corporal, culinária e bate-papo com o público no espaço do talk show a partir da quinta-feira (17), às 10 horas, quando será aberta também a Feira de Artesanato. Os eventos acontecerão todos os dias, nesse período entre 10h e18 horas, atendendo aos pedidos feitos por excursões de escolas e universidades que muitas vezes não podem ficar para as apresentações noturnas. Outro objetivo é garantir que todos os visitantes possam ter contato direto com as mais diferentes etnias, uma vez que a arena central nem sempre comporta o movimento, principalmente na abertura oficial do evento que será na sexta-feira (18), às 20h30, com desfile das delegações, show pirotécnico, início das apresentações e a presença de autoridades. Para a edição deste evento também estão programadas mais apresentações esportivas e um ritual dos povos do Parque Nacional do Xingu que nunca foi mostrado fora das aldeias.

Trata-se do Jawary, uma encenação de guerra, uma espécie de treinamento dos índios com a preparação para confrontos como ocorria no passado e hoje é apresentado apenas como preservação da cultura. Essas são apenas algumas das novidades da festa criada em 2001, como proposta de resgatar as tradições dos povos indígenas e enaltecer também a importância de Bertioga na história nacional como primeiro povoado de apoio para a Colonização do Brasil. Considerada o maior evento cultural indígena do mundo, a festa se projetou e também se transformou na maior troca de experiências e confraternização entre os próprios povos indígenas e com a população não-índia que passou a conhecer e valorizar a rica diversidade cultural das inúmeras etnias espalhadas pelo Brasil.

== ETNIAS PARTICIPANTES ==

- ASHANINKA (AC)
Os Ashaninka constituem, sem dúvida, um dos povos indígenas mais numerosos da floresta tropical da América do Sul. São encontrados em inúmeros rios da selva amazônica.





- BORORO (MT)
Conhecidos como Bororo Oriental, Orarimogodógu, Coroados ou Parrudos, habitam o Estado de Mato Grosso. Praticam os rituais da Furação da Orelha.





- GAVIÃO (PA)
Habitam as terras indígenas Kanela - Buriti Velho, no Maranhão, demarcadas, registradas e homologadas. Se autodenominam Apâniekra ou Rramkókamekra.




- GUARANI (SP)
Um dos mais populosos do Brasil, o povo guarani também foi um dos primeiros a ter contato com os portugueses resistindo a qualquer imposição em sua cultura. São cerca de 27 mil indígenas que vivem em aldeias distribuídas pelos estados de Mato Grosso, São Paulo, Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pará e também são encontrados no Paraguai e Argentina.


- KALAPALO (MT)
Os índio Kalapalo, vivem no Parque Indígena do Xingu, no Estado do Mato Grosso. Eles classificam seus rituais públicos em dois tipos: egitsu e undufe.




- KARAJÁ (TO)
Habitam a Terra Indígena do Parque do Araguaia, na Ilha do Bananal, em Tocantins. Uma de suas características é a diferenciação entre a fala das mulheres, crianças e dos homens.



- KUIKURO (MT)
É considerado o povo com a maior população no Alto Xingu. Vive na região sul da Terra Indígena do Parque Nacional do Xingu, perto do Posto Leonardo, proximidades do município de Querência, no Mato Grosso.



- MACUXI (RR)
Os Macuxis vivem no extremo norte de Roraima e na Guiana. Sendo cerca de 19 no Brasil e 9,5 mil na Guiana Francesa.




- PARESI HALITI (MT)
O povo Paresi vive na região do Médio – Norte do Mato Grosso, Chapada dos Paresis. Trata-se de um território de matas, campos, cerrados, montanhas e planaltos em uma área de estratégica localização geográfica assentada nos divisores das Bacias do Rio da Prata e do Amazonas.


- YANOMAMI (RR)
Os Yanomami formam uma sociedade de caçadores-agricultores da floresta tropical do norte da Amazônia cujo contato com a sociedade nacional é, na maior parte do seu território.


- YAWANAWA (AC)
Habitam a parte sul da TI Rio Gregório. Essa terra indígena, localizada no município de Tarauacá, foi a primeira a ser demarcada no Acre, e ocupa a cabeceira deste afluente do Juruá.



- YÉ KUANA (RR)
Os índio Ye´Kuana vivem no noroeste do Estado de Roraima e na Venezuela. Eles são agricultores, coletores e praticam a caça e a pesca, possuem ainda pequenos animais domésticos, especialmente cães e aves.



- XAVANTE (MT)
A população Xavante é oriunda da Serra do Roncador, em Mato Grosso, e vive em seis reservas demarcadas no Leste Mato-Grossense e na Zona Norte Oriental do Planalto do Brasil Central.



NÃO DEIXE DE COMPARECER A ESSA FESTA MARAVILHOSA.



Informações:

quarta-feira, 9 de abril de 2008

MEDITANDO NA KIVA SAGRADA

Muitas pessoas devem se perguntar o que é uma Kiva, de onde vem essa tradição, para que serve e o que acontece.
Realmente eu sei como é isso, pois um dia fiz as mesmas perguntas e busquei as respostas em diversos lugares com pessoas de diferentes tradições e só ouvia a mesma resposta:
Procure no livro da Jamie Sans, ou ah se você pensa que kiva é brincadeira desista, pois isso não é pra você.
Essas eram as respostas mais comuns que eu recebi, pessoas que no Xamanismo são consideradas demais para citar nomes, e como o meu objetivo não é causar confusão e sim levar ao leitor informações então vamos lá.

Conheci o Xamã Anselmo Paes Jr. No inicio de 2008 em um Ritual onde iríamos participar, um amigo já havia me dito que ele saberia responder as minhas perguntas e então aproveitei o encontro para sanar as dúvidas.

Como ele naquela noite havia sido muito requisitado pelas pessoas eu deixei para perguntar depois, ou talvez convida-lo para fazer um trabalho de Kiva em meu espaço.
Foi o que fiz, convidei ele e o convite foi aceito. Data marcada, tudo acertado e eu ansioso pelo momento, até que ele chegou.
Resumindo o Ritual foi muito mais do que eu esperava, foi além das minhas expectativas, foi mágico.

Abaixo uma compilação breve sobre o que é a Kiva Sagrada:




KIVA SAGRADA


Para os povos nativos da América do Norte a KIVA é um local Sagrado reservado para oração, rituais sagrados e reflexão interior, na busca do equilíbrio e satisfação nas tomadas de decisões.
Na tradição dos Pueblo (sudoeste norte-americano, atualmente região do Novo México), as Kivas são os templos sagrados instalados nas cavernas, onde por séculos foram realizados os recolhimentos para rituais de consagração e curas.
Localizada na parte subterrânea este é um local onde o Elo Sagrado de todas as nações é integrado.
Tradicionalmente as cerimônias sempre foram realizadas principalmente durante a noite, num profundo mergulho através das sombras do inconsciente em busca de uma nova consciência.
Dentro do Xamanismo , umas das fases consideradas mais propícias para estes rituais é a Lua Nova, representada em diversas tradições como símbolo dos mistérios, da meditação, do recolhimento, da própria morte e renascimento.
O reino subterrâneo já era de fundamental importância na própria Mitologia Grega. Governado por Hades (O Invisível, Senhor da Morte), é o reino do inconsciente individual ou coletivo, onde residem nossas memórias e sentimentos reprimidos, que não podem ser mantidos na consciência, assim como tudo que ansiamos em “vir a ser” e também tudo que já fomos - a própria representação de seu cajado com cabeça de pássaro!


Isso é uma Kiva, um local onde podemos mergulhar nas nossas sombras e fazer elas emergirem tornando-se conscientes de que elas estão ali.
Muitas pessoas tem medo de enfrentar seus medos, algumas acham que sombras não devem ser acessadas, mais tudo isso é só falta de coragem.
Todos temos nosso tempo, todos recebemos nossos chamados, mais muitas vezes não ouvimos, outras não queremos ouvir e passamos a nossa vida presos e enraivecidos.
Continuarei meu trabalho dentro da Kiva Sagrada, sempre será um novo ensinamento.
Onde houver sombra e escuridão, leve consciência e luz, essa foi a mensagem que recebi e que transmito a todos.

Um Grande abraço e beijos.

Anand

TABACO SAGRADO - PLANTA DE PODER

Após a solicitação de alguns amigos e irmãos do Sagrado Caminho Vermelho, resolvi juntar todo o material que encontrei disponível na internet sobre o Tabaco e seu uso dentro do Xamanismo. Abaixo temos textos de alguns autores diferentes mais que seguem uma linguagem bem parecida, trazendo a estas informações mais credibilidade.


Nicotiana Tabaco & Nicotiana Rústica


O tabaco aqui citado, não é industrializado, e sim o Tabaco Xamânico. O Tabaco sempre foi considerado pelos índios como uma Planta de Poder, porém caiu em mau uso pelos brancos, perdendo sua força original e seu poder, sendo usado responsável por terríveis males no organismo. O tabaco selvagem é uma planta muito poderosa e curativa, em seu estado original e na forma correta de sua utilização. O tabaco é considerado uma das plantas mais sagradas do xamanismo. Ele fumado no Cachimbo Ritualístico carrega as preces para o Universo. É usado para fazer oferenda aos guardiões, ao Grande Mistério, etc.
Fumar tabaco (em ritual) é evocar o Plano Espiritual.
Desde a aparição da Mulher Búfalo Branco para os nativos norte-americanos, o tabaco é considerado uma planta que traz claridade. Ele é o totem vegetal da Direção Leste, do Elemento Fogo.
E, como tudo que é fogo, é ambíguo. Pode elevar, transmutar ou pode destruir.Quando o tabaco é utilizado espiritualmente, traz purificação, centramento, transforma energias negativas em positivas, serve de mensageiro.
Quando utilizado como vício pode matar.
É utilizado no Xamanismo Universal. No Perú é fumado em rituais na Pipa (cachimbo) e na forma de cigarro. Os ayahuasqueiros chegam a dizer que :
Sin tabaco ! Sin la Ayahuasca ! Geralmente o fumo não é tragado (tragar é coisa do vício).
No Perú também extraem o mel de tabaco, um poderoso alterador de consciência.
Podemos ver nos rituais afro (candomblé, umbanda, etc) a utilização do tabaco pela entidades, fazendo purificações, passes, exorcismos, oferecer charutos em despachos,etc.
No Chanupa (EUA), para cada pitada de tabaco, convida-se um espírito para participar do ritual. Ele também é ofertado para os espíritos, para o fogo, utilizado para abrir portais da mata, honrar a Criação, confeccionar bolsas medicinais, pacote de preces, etc.
Segundo Sangirardi Jr., o caráter religioso da fumaça remonta tempos imemoriais. Desde as cavernas da pré-história, o homem adorava o fogo. O fogo aquecia. Preparava os alimentos. Aclarava as trevas noturnas. Afastava os animais bravios. E passou a afastar também os espíritos inimigos e as forças adversas. Do fogo nasce a fumaça, que passa a participar do mesmo poder de purificar, exorcizar, de evocar os espíritos. Fumado ou ingerido, produz o êxtase dos curandeiros, colocando-os em contato com forças superiores e invisíveis, que lhes permitem curar doenças, prever o futuro, afastar maus espíritos, purifica e neutraliza forças adversas. Como expansor da consciência, é também usado um mel de tabaco, que é lambido. Também conta-se, que na forma de rapé, é utilizado para harmonização com os seres espirituais da floresta. Os rituais com cachimbo são utilizados por todos os povos xamânico de todos os continentes. Também utilizados na forma de charuto, ou na palha do milho, mascados.É utilizado pelos nativos como estimulante capaz de vencer a fome, a sede e o cansaço. Muitos povos nativos contam a história de uma Mulher Sagrada, que engravidou de gêmeos. Mesmo dentro do útero esses dois gêmeos brigavam. Um representava tudo o que era bom nos humanos, enquanto o outro representava o oposto. Quando chegou o tempo do nascimento, o garoto bom nasceu de maneira tradicional. O outro gêmeo estava tão ansioso para sair do útero, que ele se chutou para fora da mulher, ferindo-a mortalmente. O bom filho permaneceu com a mãe, e com seus extraordinários poderes, sepultou-a conforme suas instruções. Ela lhe contou que mesmo com sua morte, boas coisas viriam para o povo. Ele permaneceu próximo de seu túmulo por alguns dias, conforme seu pedido. Antes que ele fosse embora, viu que de seu corpo nasceram as três plantas irmãs : milho - feijão e abóbora - que deste momento em diante dariam sustento ao seu povo. De sua fronte nasceu a Planta Sagrada: Tabaco. Com freqüência, é usado para se fazer oferendas para os Espíritos Guardiões. Fumar tabaco é chamar o plano espiritual para ajudar. Segundo Sun Bear, se alguém fuma por diversão, estará continuamente chamando Espírito para si com um falso alarme. A maior parte do tabaco comprado em lojas é misturado com material químico, nocivo à saúde.


Um dos nomes nativo-americano para a mistura do fumo é "kinniknnik ", que pode ser uma erva apenas (uva-ursi) ou uma combinação. O tabaco é uma planta de grande ajuda. Utilizada para defumação ou no Cachimbo Sagrado, ele pode, trazer novos começos para quem quer que o esteja usando ou para quaisquer projetos ou lugares para o qual ele é queimado.

O Tabaco

Por Rosane Voilpatto
"As plantas que por suas propriedades de alguma maneira se singularizam, lançam raÍzes, florescem e frutificam no fértil e dilatado campo do mito e da lenda." Segundo alguns estudiosos, o tabaco começou a crescer na América há quase uns 8.000 anos. Entretanto, seu consumo está envolto em lendas. De todas, só citarei uma:


O CURUPIRA E O POBRE

Por todo este imenso Brasil, onde se falava o tupi e o guarani, era conhecido o Curupira, este ente fantástico, que para nós hoje, é apresentado como um gênio protetor das matas e dos animais, principalmente das fêmeas prenhas. No Amazonas é conhecido como um índio tapuio que imita as vozes dos quadrúpedes e das aves, assim logrando o caçador. No Maranhão é encontrado nas margens dos rios pedindo fumo aos canoeiros. No Rio Grande do Sul e na Paraíba, ele monta um veado. Em Sergipe encontra-se nas estradas e quando lhe negam tabaco para o seu cachimbo, mata a pessoa de cócegas. Pode mudar de figura ou de nome, mas não a sua paixão pelo tabaco! E agora, que todos já o conhecem, vou contar a minha estória...

Conta-se, que não se sabe como, um casal vivia em extrema pobreza. Quando o homem ia à caça de dia, nada encontrava e quando ia à noite, topava só com quadrúpedes. Uma noite quando andava a caça, ouviu um ruído no mato e ficou a espreita, quando repentinamente aparece o Curupira.

Ao contemplá-lo, viu o caçador que tinha cabelo longo, os pés virados pra trás e uma vara na mão.

- "Que estás fazendo aqui nesta noite tão escura?

Tens coragem de ousar penetrar meu mato?".

Dizem que o Curupira falava assim, zangado e levantando a vara contra o caçador.


- "Estou a procura de caça", falou ele, "sou um homem pobre e possuo mulher para alimentar. Quando não encontro caça de dia, caço a noite."

- "Meu camarada, posso ajudar-te", falou o Curupira compadecido. "Tudo quanto quiseres, posso dar-te. Tens fumo?", continuou ele. O caçador tirou logo o fumo de sua algibeira, cortou um pedaço e lhe alcançou. Como fazia muito frio aquela noite, acendeu o Curupira um fogo, assentou-se, encheu seu cachimbo de tabaco, pôs em cima uma brasa e passou a fumar o tabaco que lhe dera o homem.

Depois entretinha-se em conversar com ele.

-" Meu amigo", falou, "se cada noite me trouxeres tabaco, guardarei para ti a caça que desejares. Entretanto, não digas nada a tua mulher.

Não quero que ela saiba, pois pode tornar-se ciumenta." Continuou a falar o resto da noite até o despontar da aurora, quando despediu-se.

Sendo assim, cada noite seguinte, quando a mulher estava dormindo profundamente, ia o pobre ao mato à caça e levava o fumo ao Curupira.

Chegando lá, já o achava sentado perto de uma fogueira e a caça estava a seu lado.

-"Eis aqui a caça para ti. Ah! Ah! Dá-me o fumo!

" Mas a mulher do caçador, começou a ficar cismada com tanta caça.

- "Onde caça meu marido saindo a noite?

Onde achará caça neste adiantado da hora?

" Pensava ela, e então decide espreitá-lo. Quando o seu marido foi outra vez à caça de noite, fingiu dormir, mas estava acordada. Tendo ele saído, seguiu-o.

No lugar, onde o esperava, encontrou o Curupira que logo lhe disse:

- "Meu amigo, agora termina nosso contrato, que devias encobrir tua mulher.

E, por mais que o queiras ocultar, ela já de tudo sabe.

Pensas que ela esteja longe daqui? Julgas que esteja em casa? Lá está ela. Tu não tens nada com aquilo que ela vai sofrer".

O Curupira então, deu um pulo e lançou-se contra a mulher e a matou. O homem ficou viúvo, enloqueceu e fugiu.

A planta, cientificamente chamada Nicotiana Tabacum, chegou ao Brasil provavelmente pela migração de tribos tupis-guaranis. Quando os portugueses aqui desembarcaram, tomaram conhecimento do tabaco pelo contato com os índios.

A partir do século XVI, o seu uso disseminou-se pela Europa, introduzido por Jean Nicot, diplomata francês vindo de Portugal, após ter-lhe cicatrizado uma úlcera de perna, até então incurável. Antigamente, tinha o tabaco aplicação na medicina, seu sumo matava os vermes que se criavam nas feridas. Esta planta, chegou a acender uma vivíssima guerra entre os médicos, que discorriam sobre suas propriedades. Ferviam as receitas sobre o modo de preparar o tabaco e de como usá-lo. Tomou tais proporções esta mania, que estiveram a ponto de abandonar todos os outros medicamentos para ficar o tabaco sendo remédio universal. Mas apesar da rapidez com que se propagou pela Europa e se estendeu às mais remotas partes da Índia e até o Japão, encontrou muitos influentes adversários. Os mais poderosos monarcas se declaram contra a introdução desta planta em seus domínios. A Rússia proibiu o uso do tabaco com a pena de açoites, depois com a de ter o nariz cortado o contraventor e, finalmente com a pena capital. O xá da Persa, proibiu também o tabaco em toda a extensão de seu reino. Jacob, rei da Inglaterra, publicou um tratado escrito por ele mesmo em que mostrava o prejuízo que causava esta planta. Na França foi sustentada tese pública contra o tabaco.

Mas, não obstante esta guerra, tomavam, fumavam e mascavam cada vez mais tabaco. Inutilizadas já todas as outras armas, recorreram até às censuras da igreja. Urbano VIII, proibiu o tabaco nos templos, onde causava grande desordem o seu uso. Entretanto, como acontece muitas vezes, a proibição não impediu que o costume se alastrasse até ao ponto que começou a constituir uma das rendas mais promissoras para o estado. Já muito antes de dividir o mundo civilizado em dois partidos, contrário um, favorável o outro a seu respeito, o tabaco tinha sua história entre os nativos do novo mundo e mais particularmente representava um papel importante no domínio das lendas, como já nos foi possível observar na narração do episódio com o Curupira. As plantas que por suas propriedades de alguma maneira se singularizam, lançam raÍzes, florescem e frutificam no fértil e dilatado campo do mito e da lenda. Narrou Gabriel Soares que os índios do Brasil, quando andavam pelo mato e lhes faltava mantimento, matavam a sede e a fome com este fumo, que traziam sempre consigo. Portanto, o tabaco servia de pão a quem tinha fome e aos que tinham sede servia de água. Também para os que tinham calor, o tabaco os refrescava, aos que tinham frio, aquecia e para aos que comiam em demasia, com seu consumo, ficavam desalijados. O fumo também era considerado pelos povos primitivos como um elo de ligação de uma criatura com os seres sobrenaturais. Sua fumaça, subindo aos céus, transportava preces místicas.

De acordo com Oviedo, cultivavam os índios das Antilhas, de São Domingos e Cuba, o tabaco em suas hortas e seu uso parecia-lhes não só proveitoso, mas coisa muito santa. Aspiravam o fumo pelo nariz, introduzindo nele um canudinho de junco. Presenciando este costume dos índios, os da comitiva de Colombo, que antes haviam notado estes mesmos homens fumarem as folhas da Nicotina, julgaram que este pó ou rapé, fosse feito das mesmas folhas secas e moídas e, sem prévio exame, fizeram propaganda desta nova aplicação do tabaco. Entre os índios pampas existia uma cerimônia em que o feiticeiro da tribo, possuído pelo "anhangá-tupi" e depois de ter regalado com um ovo de avestruz, aspirava-o até extasiar-se com sua "essência sagrada". Pela boca do adivinho, "anhangá" dava conselhos a tribo, sendo depois aclamado pela assistência com frenéticos: anhangá! anhangá! Entre as tribos norte-americanas, o tabaco também estava intimamente ligado as cerimônias religiosas e para eles, era erva sagrada. As tribos do norte estendiam a veneração desta ao aparelho chamado "calumet", e assoprado contra o sol, imprimia um cunho religioso a todas suas transações políticas e sociais. Na bacia do Amazonas, conforme nos narrou P.A. Vieira, usavam os índios o tabaco em cerimônias de culto. Incensavam um pajé com tabaco, que ele recebia com a boca aberta. Suas folhas foram comercializadas sob a forma de fumo para cachimbo, rapé, tabaco para mascar e charuto, até que, no final do século XIX, iniciou-se a sua industrialização sob a forma de cigarro. Seu uso espalhou-se de forma epidêmica por todo o mundo a partir de meados do século XX, ajudado pelo desenvolvimento de técnicas avançadas de publicidade e marketing. A folha do tabaco, pela importância econômica do produto no Brasil, foi incorporada ao brasão da República. A partir da década de 1960, surgiram os primeiros relatórios médicos que relacionavam o cigarro ao adoecimento do fumante e, a seguir, ao do não fumante (fumante passivo). Fumar, a partir de então, passou a ser encarado como uma dependência à nicotina, que precisa ser esclarecida, tratada e acompanhada.

TABACO E RAPÉ

Por Antoine Yan Monory, publicado na revista ´´Flor das Águas´´


O Tabaco é uma planta forte, considerada como uma "planta de poder" (ou relacionada com o uso de outras destas), de caráter mágica, originária das Ameríndias justamente. No nosso mundo nativo americano, o Tabaco era e é usado de várias formas, seja fumado em cachimbo ou charuto, em forma de rapé, mastigado ou ingerido (seja para vomitórios de limpezxa ou para outros fins), e eaté em forma de enemas (uma forma de absorção anal das plantas de poder que evita transtornos estomacais e digestivos, sendo que esta forma de uso já era praticada medicinalmente pelos próprios astecas). O livro de Pierre Chaumeil nos diz : "Presente em toda cura, a fumaça do tabaco é a panacéia da medicina tradicional "Yagua".


Se utiliza aliás a nicotina para destruir a "filaria" (Filariose (ou Elefantiase) é a doença causada pelos parasitas nematódes Wuchereria bancrofti, Brugia malayi e Brugia timori, que se alojam nos vasos linfáticos causando linfedema) . O suco do tabaco é bebido puro ou misturado a outras substâncias enteógenas para produzir ou modificar o transe. Assim, dentro do mundo xamânico, ele tem um lugar importante, sendo um elemento de troca e ligação com o mundo sobrenatural, e presente em toda a sessão de cura deste gênero em alguns povos, seja fumado em charuto ou cachimbo. A fumaça é considerada, de modo geral, e particularmente a de tabaco, a "via" ou caminho pelos qual os espíritos, no sentido largo, se movem ( a fumaça é associada a água, que é o caminho do povo d'agua, sendo esta o "Caminho das almas, da mesma forma, a fumaça é associada a Via Láctea e as nuvens). A fumaça do cachimbo é considerada, por muitas tribos (senão todas) e culturas primitivas como o "sustento divino" dos deuses e dos seres sobrenaturais, sendo seu alimento espiritual e essencial. É assim atribuído a mesma necessidade desta aos xamãs como a eles, tendo sido criado uma relação de interdependência entre os humanos e os seres espirituais. Nos Waraos, da Venezuela, a única planta enteógena usada pelos xamãs é o Tabaco. Eles fumam incessante quantidades para cumprir a promessa primordial feita aos deuses e como meio de comunicar-se e de viajar para outro mundo. É construído com fumaça de Tabaco as casas espirituais que eles irão morar apósa morte. O Tabaco pertence a família das solanaceas, da qual pertence, por exemplo a Beladona, sendo que existe até quarenta e cinco espécies. Estes dois tipos Tabacum e Rústica, são plantas híbridas, criadas originalmente nas regiões dos Andes e espalhadas pelos dois continentes.. O último tipo é o mais forte, é o tabaco próprio dos xamãs. Seria o sagrado "Peciél" da medicina asteca, e o antigo "Petum" do Brasil. No mundo primitivo antigo era totalmente desconhecido o uso do Tabaco pelo bel prazer. Se trata de um "enervante" ritual e muito sagrado. Ao contrário das outras planntas psicodélicas pela maioria, o Tabaco tem um caráter aditivo psicológico, e até físico. O que é reconhecido pelas testemunhas indígenas, mas sendo um aliado primordial dos xamãs, e não se trata de uma adição em termos atualmente conhecidos em nossa sociedade. Ekle é usado, as vezes, de forma parecida a Coca, mastigado para aliviar a fome cansaço É usado medicinalmente para também clarear as idéias e tirar a dor de cabeça. Ele é muito presente no mundo dos ayahuasqueiros, e até na própria preparação da ayahuasca (lembremos o sentido do nome, o Vinho da Alma), são consagradas ou imantadas tanto a panela como cada camada de cipó e folhas com umas baforadas de fumaça. Nos índios Huichols, no México, ele é associado ao uso do Peiote, sendo que, ao que parece, uma forma de purificação prévia. É igualmente queimado em forma de incenso como oferenda ou para defumação. E é também soprado aos quatro pontos cardeais em sessão xamânica. Lembremos do ritual do "Cachimbo da Paz", em que ele (ou outras plantas) é fumado ritualmente, passando o cachimbo de um a um, estabelecendo uma corrente harmonia e união entre os participantes. A própria preparação dos cachimbos pelos xamãs segue todo um ritual, e esta pode demorar muitos e muitos dias. É fabricado tanto pelas mulheres como pelos homens. Sabemos que o famoso xamã "Mestre Irineu" as vêzes usava um charuto nas suas sessões, e devia ser especial... No mundo afro-brasileiro e na Umbanda ele é muito presente também, sendo a planta dos Pretos-Velhos, que fumam em cachimbo, enquanto os caboclos de pena preferem os charutos, isto não sendo uma regra fixa. A fumaça é usada justamente nos passes, ajudando a efetuar as limpezas fluídicas de cargas negativas. O ato de fumar, além de atuar como uma defumação, tem alguma função no próprio trabalho de incorporação da entidade, promovendo uma ligação com o plano astral (como pudemos ver anteriormente) , e facilitando o assentimento da energia espiritual no médium, além de ser um objeto de referência da entidade neste trabalho. Isto não é uma regra, e o uso do tabaco não é necessariamente condizente com a mediunidade em sí, além de ser no caso o uso restrito a alguns tipos de entidades. Na verdade podemos reparar que o Tabaco traz com ele neste trabalho uma energia mais densa de alguma forma, mas pesada e de uma forte ligação com a terra, de "pés no chão" ( e a cabeça no espaco0, e assim lida adequadamente com energias mais pesadas...Lembremos da história da Helena Blavastsky, uma das fundadoras da Teosofia, que fumava cigarro para ficar em terra. Bem a planta em sí é bonita, forte, de finas flores cor de rosa contrastando com uma certa aspereza das folhas; é justamente uma planta dos Pretos-velhos, e podemos tomar um banho destas se quisermos entrar em contato com esta energia, ou para outra finalidade. Porém não podemos usar o banho das folhas na cabeça, sendo as folhas mais de descarrego, e até do povo-da-terra. É uma planta de proteção que afasta a cobra dos quintais aonde é plantada; da mesma forma que ela protege quando se anda na mata, além de repelir insetos (fumando). Agora temos que diferenciar bem o uso dessa planta em rituais, ou de um uso moderado e/ ou para algum fim mais condizente com a espiritualidade em nossa vida do uso comum que se dá no mundo com os cigarros industrializados. O cigarro é feito, podemos dizer "de cara" para viciar e alimentar vício.

´´O Espírito do Tabaco é um Grande Ancestral e muito respeitado por todas as pessoas que fazem uso dele no xamanismo´´. (Anand)


RAPÉ


O rapé tem seu uso igualmente interessante. Dentro da tradição indígena, o seu uso enquanto psicodélico ativo é feito em alguns casos, ingerindo quantidade relativamente importante graças a tubos de ossos eou madeira, sendo que uma pessoa sopra nas narinas da outra, dando um efeito poderoso. É também misturado com outras plantas, e diferentes plantas psicoativas são usadas desta maneira nas culturas primitivas. Os caboclos usam rapés para entrar na mata para se harmonizarem com os seres da floresta. Seu uso mais comum atualmente é o rapé simples, e o associado a outras plantas. Assim a receita amazônica popular contém muitos outros ingredientes como a Buchinha do Norte (sinusite), cravo, canela, cumaru-de-cheiro, copaíba, noz moscada e muitas outras. Cada um na verdade faz sua própria receita. Os ingredientes são torrados e faz-se um pó mais fino possível. Como podemos perceber o Tabaco é e sempre será um valioso instrumento de Poder e Cura para os malés que assombram os seres humanos.

´´O meu primeiro contato com o tabaco veio quando depois de ter feito um curso de Reiki Xamânico Ma´he´a adquiri um Cachimbo simples da Tribo dos Kariri Xocó. Comecei a usa-lo e quando menos percebi estava tendo um contato e um chamado muito forte para trabalhar e conhecer mais a fundo os poderes do mestre Tabaco. Hoje faço uso dele somente em rituais xamânicos porque percebi que seu uso continuo acaba afastando as nossas intenções e causando um afastamento dos espíritos aliados. Um amigo que é xamã a anos uma vez me disse que quando recebemos visitas em nossa casa devemos oferecer o cachimbo para fortificar e honrar a nossa relação, e assim eu faço as vezes, mais ainda insisto em afirmar que o uso Ritual do Cachimbo o torna um objeto mágico religioso que nos transfere poder e força quando necessitamos. Aprendi depois de muito contato e ensinamentos desse poderoso auxiliar que o seu uso deve ser com responsabilidade e dedicação constante.´´ (Anand Milan)

Sementes de Nicotiana Rústica

A nicotiana rustica tem sido usada e cultivada na América desde há muito. Também é conhecida por "tabaco sagrado", "mapacho" ou "tabaco xamânico". A nicotiana rustica é uma variedade muito potente. É diferente do tabaco comercial disponível hoje em dia (nicotiana tabacum). A variedade que cresce na floresta amazónica contém cerca de vinte vezes mais nicotina que as variedades norte americanas. Tem uma concentração de nicotina muito elevada nas suas folhas. A planta foi usada durante centenas de anos e quase todas as tribos índias usavam tabaco para ofertas aos espíritos durante o cultivo ou armazenação de comida, para curas e para cerimónias. Mais comummente é embebida na água, e a água é depois insuflada; também é fumada em cigarros e usada como clister. Em muitos rituais, cerimónias e observações religiosas dos índios, a nicotiana rustica era o fio unificador de comunicação entre os humanos e os poderes espirituais. O tabaco também selou tratados de paz entre as tribos e acordos entre indivíduos. Para tais propósitos o chefe tinha um cachimbo especial, comprido e decorado, o chamado "cachimbo da paz". As nicotianas rusticas são plantas lindas, que crescem entre um e dois metros em altura, dependendo da variedade e das condições de crescimento. Têm folhas verdes enormes e flores de cheiro muito doce que variam em cor do branco ao amarelo ou mesmo do branco ao verde. A nicotiana rustica foi um importante instrumento xamânico na Amazónia. Usada apenas pelos seus poderes enteógenos ou por vezes fumada durante as cerimónias de ayahuasca ou misturada na própria poção. O fumo era tido como sagrado e purificante, e o tabaco era frequentemente queimado para purificar e proteger, mesmo que não fosse inalado. Em algumas zonas da floresta amazónica, a nicotiana rustica ainda permanece um componente comum da ayahuasca. Uso Apesar das nicotianas serem naturais das quentes regiões subtropicais, também podem viver facilmente em partes do mundo com temperaturas mais baixas. Por isso não é assim tão difícil cultivares a tua própria nicotiana rustica. Se colheres as sementes da tua planta e voltares a plantá-las, podes desenvolver, dentro de poucos anos, variedades mais adaptadas ao teu clima local. A melhor altura para o cultivo é na Primavera (por volta de Março). Deixa as sementes germinarem num pequeno vaso com terra e coberto com um saco. As mudas de nicotiana devem ser transplantadas ainda muito pequenas, uma semana após a greminação. Se transplantares mais tarde, a raiz principal pode danificar-se, o que resultará num crescimento muito fraco e lento. Muda as plantas jovens para um vaso maior. Para os melhores resultados, as plantas precisam de muito fertilizante e de muito espaço para as raízes, mas também crescem bem em vasos de 20 cm (ou maiores).

Depois coloca-as num local quente e solarengo. A planta florescerá no verão e pode ser colhida no princípio do outono.

Fonte: pt.azarius.net

sexta-feira, 4 de abril de 2008

TABACO SAGRADO

Formas de Utilização do Tabaco


Existem várias formas de utilizarmos o Tabaco, abaixo segue duas receitas do queridíssimo Léo Artese.

Ao invés de utilizar produtos químicos, agrotóxicos para combater pulgões e outras pragas no seu jardim, faça uma maceração a frio com 50gr. de tabaco puro, ou fumo-de-rolo picado, durante 24 horas.
Leve para a panela, adicionando 20 pimentas, uma colher de sopa de cinzas peneirada, um pedaçõ de sabão de coco e um maço de losna.
Deixe cozinhar por 20 minutos. Ao esfriar coe. Para utilizar dilua um copo dessa solução em 3 litros de água.

COMPRESSA PARA RETIRAR ENERGIAS NEGATIVAS

( Bom para dôr-de-cotovêlo, final de caso,etc )
Para meio litro de água, coloque 4 colheres de sopa de folhas secas de tabaco ( caso não ache, serve fumo-de-corda), levando ao fogo até ferver. Quando ferver, deixe mais 5 minutos em fogo brando e retire deixando em repouso por 15 minutos coberto por um pano branco. Coe.
Pegue um pano que cubra toda a area do abdômem.Molhe o pano na infusão do tabaco e coloque em seu abdômem, deixando por 30 minutos.Esta compressa remove energias emocionais estagnadas, formas de pensamentos, quebrantes, etc.


Fontes:



PREPARANDO TABACO PARA USO COM O CACHIMBO


Em uma de minha meditações me ensinaram a preparar um bom tabaco.
Use tabaco puro, nada de tabacos comprado em buteco ou padaria.
100grs de Tabado
20grs de Sálvia Oficinalis
20grs de Alecrim
Coloque tudo junto em um pote de vidro pois os de plástico soltam o cheiro no tabaco.
Misture tudo até ficar bem misturado.

Assim fica aqui a minha boa vontade de levar a quem procura um pouco mais de informação sobre o Tabaco e seu uso no xamanismo.

Ahow Tabacun!!!
Ma´he´a.


Anand Milan